Era meu nome na Folha de São Paulo?
Em
2013 ganhei meu terceiro prêmio do Instituto Guga Kuerten numa reportagem sobre
um homem que nasceu cego, e então com 64 anos, que já tinha lido mais de 2 mil
livros. Ivo de Jesus, era seu nome.
Abandonado
pela mãe quando tinha 3 anos, cresceu num orfanato de freiras. Anos depois, o
local se transformou numa casa para idosos, e Ivo seguiu como morador mais
antigo. Ali ficou simplesmente lendo em braile a vida inteira. Nunca se casou,
nunca trabalhou fora.
A
história chegou na Folha de São Paulo, que reconheceu meu trabalho citando
gentilmente meu nome nas páginas daquele que já foi o maior e melhor jornal da
América Latina.

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