Eleição no Rio, eleição em Floripa...
Cariocas
nunca foram bons de eleição. E olha que
acompanho esses processo desde os anos 80. Porque, eleger um mau candidato é
uma coisa, natural e recorrente. Mas eleger um pastor evangélico, que um dia na
TV chutou e quebrou uma estátua considerada sagrada, é coisa de maluco.
Cariocas sabem sambar, filosofar sobre futebol, entendem da boemia e da chamada
cultura de praia, que envolve surfe, pesca, meio ambiente. Por que, então, são
tão ruins de voto?
Hoje li por aí que uma pesquisadora qualquer divulgou que
é uma estratégia dos evangélicos ocupar o Executivo para chegar ao Judiciário.
E qual seria o prejuízo disso para o estado de Direito? Seja qual for, será
estarrecedor.
Em Florianópolis, me dei por conta que a disputa
polarizada do segundo turno ficou entre a Arena e o PMDB, num cenário
nostálgico que nos remete aos anos 80, o bipartidarismo, os únicos dois grupos
que o Governo Militar permitia existir. A Arena trocou de nome várias vezes, se
travestiu de PDS, PPR, outros tantos codinomes, até chegar mais madura sob a
pele do PP. O PMDB sobreviveu a quatro décadas daquele jeito que todo mundo
sabe, fazendo parte, mesmo estando à parte. “Se hai gobierno, soy a favor!”, é
o que dizem.
E assim Florianópolis levou para o segundo turno exatamente
eles, Arena e PMDB, num retrocesso sem tamanho, um deja vú desagradável.
Travestidos, conseguiram votos fazendo promessas. Exatamente como nos anos 70,
80, 90...
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