segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Eleição no Rio, eleição em Floripa...

 Cariocas nunca foram bons de eleição.  E olha que acompanho esses processo desde os anos 80. Porque, eleger um mau candidato é uma coisa, natural e recorrente. Mas eleger um pastor evangélico, que um dia na TV chutou e quebrou uma estátua considerada sagrada, é coisa de maluco. Cariocas sabem sambar, filosofar sobre futebol, entendem da boemia e da chamada cultura de praia, que envolve surfe, pesca, meio ambiente. Por que, então, são tão ruins de voto?

Hoje li por aí que uma pesquisadora qualquer divulgou que é uma estratégia dos evangélicos ocupar o Executivo para chegar ao Judiciário. E qual seria o prejuízo disso para o estado de Direito? Seja qual for, será estarrecedor.


Em Florianópolis, me dei por conta que a disputa polarizada do segundo turno ficou entre a Arena e o PMDB, num cenário nostálgico que nos remete aos anos 80, o bipartidarismo, os únicos dois grupos que o Governo Militar permitia existir. A Arena trocou de nome várias vezes, se travestiu de PDS, PPR, outros tantos codinomes, até chegar mais madura sob a pele do PP. O PMDB sobreviveu a quatro décadas daquele jeito que todo mundo sabe, fazendo parte, mesmo estando à parte. “Se hai gobierno, soy a favor!”, é o que dizem.

E assim Florianópolis levou para o segundo turno exatamente eles, Arena e PMDB, num retrocesso sem tamanho, um deja vú desagradável. Travestidos, conseguiram votos fazendo promessas. Exatamente como nos anos 70, 80, 90...


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